Após alguns anos, os pets passaram a viver apenas nos quintais, visto o perigo crescente que a rua apresentava. Atualmente, apesar de ser muito comum ver cães e gatos vivendo do lado exterior das casas, é ainda mais comum animais que vivem dentro dos lares. Muitos deles, inclusive, dormem com seus donos. Será que isso é saudável?
Dormir ou não dormir com seu pet?
Doenças respiratórias e transmissão de doenças são os maiores riscos ao dividir a cama com um animal
Muitos donos ficam atormentados com esse dilema, afinal, os animais de estimação são tão carentes e fofinhos que muitas pessoas acabam não resistindo. Tudo começa quando os pets são filhotes, sentem falta de suas mães, choram e imploram por um espaço ao lado de seus donos,principalmente na hora de dormir. É exatamente nessa hora que todos os limites e proibições vão por água abaixo.
O grande problema da enorme proximidade entre animais e homens está muito além da diferença das espécies. Muitas pessoas criticam a humanização dos pets, mas essa questão está longe de ser o principal problema: a grande preocupação em relação a dormir ou não com seu cão ou gato é a transmissão de zoonoses e os possíveis problemas respiratórios.
As zoonoses são todas as doenças que podem ser transmitidas do animal ao homem e vice-versa. As principais incluem a raiva, a leptospirose e a toxoplasmose, mas existem muitas outras doenças capazes de acometer você e seu pet. Acredita-se que mais de 100 zoonoses possuem como principais vetores de transmissão os animais domésticos.
Também é muito importante frisar que dormir com o animal de estimação não é a única atitude que pode trazer riscos à saúde de ambos. Beijar seu pet ou aceitar lambidas dele – principalmente em locais com ferimentos abertos – também pode apresentar problemas.
É comum as pessoas dormirem com seus animais?
Estatisticas comprovam que mais da metade das pessoas que possuem animais, dividem suas camas com eles
Para quem não dorme com o pet pode até parecer mentira, mas é extremamente comum ver pessoas que compartilham toda a casa com seus animais de estimação.
Estatísticas levantadas pela American Pet Products, pela Comac (Comissão de Animais de Companhia) e pelo Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal) mostram dados surpreendentes:
- Cerca de 55% dos pets de famílias brasileiras dormem dentro de casa;
- 23% dormem junto aos donos;
- 12% possuem seu próprio quarto;
- 11% dormem na sala;
- Apenas 9% ficam em banheiros ou lavanderias;
Nos EUA, os números altos também se repetem: 62% dos donos de cães de porte pequeno dormem com seus animais;
32% dos donos de cães de porte grande também dividem suas camas com os pets. Além disso, também é muito normal encontrar pessoas que dormem acompanhadas de seus fiéis bichanos.\
Consequências de dormir com o pet
Além da transmissão de zoonoses, dormir com o animal pode criar forte dependência a ele e ao dono
Sem dúvida, a possibilidade de transmissão de zoonoses e do aparecimento de problemas respiratórios são os maiores problemas que encontramos quando o assunto é dividir a cama com os animais de estimação. Entretanto, esse não é o único risco da questão.
Claramente, ao começar a dormir na cama do dono, o pet fica acostumado com a situação e acaba, muitas vezes, tomando conta dela: não dorme em outro local de jeito nenhum. Da mesma forma que ele se apega, o dono também pode sofrer o mesmo processo.
Em casos extremos, o resultado de apego ao animal pode chegar até mesmo no abandono de uma vida social saudável: muitas pessoas que dormem com animais deixam de sair, deixam de viajar e podem enfrentar problemas até mesmo em suas vidas amorosas.
Como reduzir o risco de transmissão de doenças
Se você dorme com seu pet, fique de olho nos cuidados que sempre deve ter
Caso tenha chegado até aqui e decidido que, mesmo com os riscos, dormir com o seu animal de estimação vale muito a pena, é ideal que tome todos os cuidados necessários para diminuir a possibilidade de problemas:
- Garanta que seu pet tenha tomado todas as vacinas. Lembre-se: cães e gatos devem ser vacinados anualmente;
- Não se esqueça de dar vermífugo ao seu animal;
- Dê banho em seu animal semanalmente;
- Se houver qualquer mudança de comportamento em seu animal, consulte um veterinário.
- Ao voltar da rua com seu pet, lave e seque as patas dele;
- Se possível, utilize algum medicamento – devidamente prescrito pelo veterinário – com foco em prevenção contra pulgas e carrapatos;
- Caso seu animal solte muito pelo, troque diariamente as roupas de cama. Se não for possível, limpe-a com o auxílio de um aspirador.
Que tal levar seu pet para uma consulta e garantir que sua saúde está em dia e poder ficar em casa?
Fonte: Bolsademulher.com | Foto: Divulgação.